quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


sábado, 17 de janeiro de 2009

Telhados de vidro


Desde o dia em que nasci
Que muitas coisas
Não me pareciam leais.
Inicialmente, nem as compreendi.
Depois, tornaram-se mais reais.
Eram coisas que amargavam,
Ou que não tinham sabor algum.
Descobri pessoas que enganavam,
Outras que maltratavam
E as que feriam todos, um a um.
Comecei a crescer
E depressa constatei
Que ninguém me iria oferecer
Tudo o que já dei.
Cheguei à triste conclusão,
Que nem todos se parecem comigo.
Existem os que têm bom coração
Mas também os que apenas têm,
Um telhado de vidro.

Sílvia Gonçalves

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009



Solto os cabelos ao vento,
Dou passos suaves.
Desfruto o momento,
Elimino os entraves.

Enlaço-me com a noite escura
Sem ter refúgio visível.
A força perdura
Neste coração sensível.

Fecho os olhos lentamente,
Respiro o ar envolvente.
Possuo uma alma ausente,
Dispersa e divergente.

Sílvia Gonçalves