
Não vou entrar em reflexões sobre a morte nem sobre a vida, nem sobre ambas. Seria entrar num ciclo de onde não me atreveria a sair.
Vou antes testemunhar aqui o que sinto por todos aqueles que amo. Porque amanhã pode ser tarde de mais. E eu não sei se existe mesmo outra vida. E também não sei se a morte é a porta para a vida eterna. Eu sou uma ignorante. Sou uma ignorante com sentimentos profundos que me fariam dar a vida por certas pessoas, apesar de todas estas dúvidas.
As pessoas por quem nutro o maior amor do mundo são, sem dúvida, os meus pais. É inexplicável transmitir o que por eles sinto.
Toda a restante família também tem um marco de extrema importância no meu coração.
Quanto aos amigos. São poucos mas os melhores de sempre. Pensar em tudo que já vivemos juntos é celebrar a verdadeira amizade.
Depois vêm todas aquelas pessoas que nem sabem que as trago no peito mas que faço questão de as trazer do mesmo modo: professores, vizinhos, idosos, crianças, incapacitados, pessoas que nem sei quem são mas de quem gosto... Porque há rostos que retenho por albergarem uma história comovente por trás.
E porque o amanhã é incerto achei por bem salientar que amo todos aqueles com os quais já contactei, embora de modos distintos.
Amanhã não sei mas hoje vivo por mim mas para todos vocês.









































