sexta-feira, 26 de março de 2010

Um mistério qualquer



Tão depressa se deseja
Como de repente se abandona.
O que se serve na bandeja
É uma inquietude medonha.

Dizem que é amor,
Dizem que é paixão.
Há quem lhe saiba o sabor.
Há quem viva na escuridão.

Mais que um turbilhão de ideias
E um misto de sensações,
Na barriga sentimos sereias
E no peito tubarões.

Recorrendo amargamente
À doçura deste enleio,
Não sou forte nem valente,
Nem sequer tenho receio.

Sílvia Gonçalves

1 comentário:

Vieira Calado disse...

E agora saber, amiga,

qual é mais forte:

o amor

ou a paixão?

Beijocas