quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A minha poesia

Poesias indeléveis
Estas em que mergulho,
Rompendo alianças e anéis,
Rompendo tristeza e orgulho.

Vida alta.
Vida ousada
Que se vai, já não volta.
Vai até divisar a madrugada.

Sou uma rosa,
Nem sempre negra.
Pois se em mim corre poesia e prosa
De rosa, passo a seda.

Conchas, lamparinas e flores
Nada têm em comum.
São como todas as dores,
Concebidas para cada um.

Meu doce, alado e fiel poema
És o que melhor me sabe escutar.
Absorves-me dilema a dilema.
És o meu suave despertar.

Sílvia Gonçalves

1 comentário:

*_Clave de Sol_* disse...

Que bela descrição do que pode ser a poesia... e do que pode ser o estado de espírito qd a escrevemos! Bjinho*