sábado, 11 de julho de 2009

Porque há coisas que nunca se esquecem...


Porque há coisas que o tempo não apaga, o vento não leva e o coração não esquece, é chegado o momento de postar algo dedicado a uma grande amiga e prima! Espero, com isto, retribuir o teu acróstico :)
Para quem não a conhece, este poema será exclusivamente dedicado a uma prima muito especial que começava as cartas de infância deste modo: “já sei, a carta é enorme. Bem, só espero que quando acabares de ler ainda te lembres do início.” ou então assim: “ esta carta é um bocado meia toda ridícula mas é a minha mais melhor boa preferida.”
Parece estranha? Isto ainda não é nada :)
Mas o certo é que são as pessoas invulgares que mais relembramos…

Danni, o meu poema para ti aqui vai:

Era uma vez:
Duas crianças
Que, contando até três,
Desembrulhavam esperanças.

Tinham no seu ser
Uma alegria sem fim.
Apenas queriam viver
Como flores de um jardim.

Brincadeiras, travessuras…
Sempre unidas,
Vivendo aventuras
Desmedidas.

Desde as anedotas,
Passando pelas partidas
Ocultas atrás de portas
Ou de roupas escondidas.

Livres, soltas, sonhadoras,
O mundo era o nosso lar.
Sem leis, espaços nem horas
Era sempre tempo de brincar!

Sílvia Gonçalves

1 comentário:

*_Clave de Sol_* disse...

Heheee! :)

Este é o meu poema mais melhor bom preferido!

Ai... aquelas cartas, as pistas, a casa que montamos no sótão da madrinha, os casacos que eu te obriguei a vestir, as jóias que fabricamos, aquela cápsula que capturava bandidos qd eramos agentes secretas da polícia judiciária, as bárbies, os kens, os frigoríficos em vias de extinção, os artigos que escrevíamos quando eramos jornalistas, o chip misterioso quando ainda nem sequer sabíamos o que era um chip (mas dava numa telenovela, por isso nós tinhamos um), as formidáveis maquilhagens de carnaval... e mais recentemente as vassouras e os guarda-chuva!

Que tolas! Nunca vamos emendar...

Thank you XD

(olha, ali na verificação de palavras diz pa eu escrever "sushi"... eu nao gosto de peixe cru!!! Diz lá aos homenzinhos que têm que mudar aquilo, está bem?)