terça-feira, 10 de novembro de 2009

São anjos, são demónios


Rituais intempestivos
Que procuram desvendar
O maior dos perigos
Que paira pelo ar.

São princesas, feiticeiras
De burel e porcelana.
Juntam todas as maneiras
De te atirar para a lama.

São sebentas de amargura
Em bibliotecas de amor
Que duram uma aventura
De suave luz, suave cor.

Sílvia Gonçalves


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